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Cultura empresarial: o que faz e como se constrói

A cultura empresarial pode ser definida como o resultado de uma mistura equilibrada de psicologia organizacional, atitudes, acções e crenças que, quando combinadas, definem não só o ambiente geral de uma empresa, como também a sua capacidade (teórica) de atingir os objectivos propostos. 

A cultura de uma empresa não pode ser comprada ou fabricada. Tem de ser criada, e mantida, por todos os elementos da organização, exigindo tempo, dedicação e esforço; o retorno deste investimento raramente é imediato mas, regra geral, dá à empresa acesso a uma série de benefícios: Continuar a ler

5 passos para definir a prioridade de um projecto

O grande objectivo da gestão de projecto consiste em automatizar e maximizar a eficácia, e eficiência, dos processos de trabalho, resultando num aumento da produtividade, qualidade do produto/serviço e, em última análise, dos lucros de uma empresa. Na maioria dos casos, os projectos em curso decorrem em simultâneo, cabendo ao gestor de projecto definir qual o grau de prioridade a atribuir a cada um, tal que alocação de recursos e a definição de tarefas não prejudique o resultado final esperado para cada projecto.

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10 coisas que o bom gestor deve saber

  1. Nunca parar de aprender como ser melhor gestor e pessoa.
  2. Se pode ser delegado deve ser delegado, mesmo que demore mais tempo.
  3. Arriscar, e levar a equipa a fazer o mesmo.
  4. Perguntar em vez de mandar, quando quer algo feito.
  5. Ser grato pelas pequenas coisas…e também pelas grandes coisas.
  6. Marcar o mínimo de reuniões, para ter o máximo de tempo disponível para fazer o trabalho que realmente interessa.
  7. Utilizar a palavra ‘surpresa’ apenas para as festas de aniversário.
  8. Focar nos pontos fortes e não nas fraquezas.
  9. Admitir os seus erros. Porque vai errar muitas vezes.
  10. Ter sempre presente que o todo é mais importante que A equipa é mais importante que o eu.

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gestão inteligente

A inteligência não é sinónimo de talento; é uma forma de compreender até que ponto as pessoas talentosas (definidas como «pessoas com potencial para criarem um valor desproporcional a partir dos recursos disponibilizados por uma organização») operam no contexto empresarial. Os «inteligentes» são pessoas talentosas que exigem um contexto organizacional para prosperarem e criarem valor. Isto faz com que os inteligentes sejam diferentes dos talentosos que conseguem criar valor sozinhos, como os artistas ou músicos a solo. 

(in Executive Digest, Fevereiro 2011, pp. 56-57)

8 dicas para que o seu currículo salte à vista

Um currículo devidamente estruturado é uma mais-valia para se conseguir uma boa primeira impressão e ser chamado para uma entrevista – assumindo que, obviamente, o mesmo é visto por quem o recebe. Na generalidade das pequenas e médias empresas, a pessoa que recebe os currículos não se dedica em exclusivo ao recrutamento e selecção, tendo de arranjar blocos de tempo na sua agenda para analisar, e arquivar, as candidaturas recebidas; é, portanto, fundamental que o candidato compreenda que a receptividade de quem irá receber o seu currículo aumenta quando a informação é apresentada de forma apelativa e resumida, evidenciando os pontos fortes da sua experiência, e de que modo são relevantes para a função a que se candidata.

Quando a formação e/ou experiência não são considerados suficientes ou existem aspectos menos positivos no percurso profissional (como as razões que levaram a um despedimento), o candidato pode sentir-se tentado a mentir para tornar o seu currículo mais interessante ou adequado à vaga, esquecendo-se que quem recruta pode verificar as referências ou contactar antigos empregadores, e que incoerências ou situações fictícias apenas irão prejudicar a sua imagem perante um potencial empregador.

Seja no currículo ou numa entrevista, sempre que haja informação negativa que possa desvalorizar o candidato é preferível, segundo Julie Gray (autora do livro Get That Job With The Right CV: Teach Yourself):

“(…) omitir aspectos que não sejam tão relevantes para a atividade que virá a desenvolver e que, ao mesmo tempo, podem manchar a sua imagem perante o futuro patrão.” {via Dinheiro Vivo}

A incerteza é um dado adquirido quando se envia uma candidatura, não sendo possível adivinhar se o currículo ou carta de apresentação surtirão os efeitos desejados. No entanto, existem pequenos truques que poderão fazer o seu currículo destacar-se dos restantes:

  1. Apresente apenas a informação relevante. Recorda-se do que disse no início do artigo? Muitas vezes, quem recebe os currículos desempenha outras funções na empresa e possui tempo limitado para analisar as candidaturas. Assegure-se que os dados mais importantes relativos à experiência e formação se encontram na primeira página e reserve uma área para os contactos, que devem ser legíveis sem interferir com o resto da informação. No caso de estar a responder a um anúncio, analise-o com atenção e verifique se a informação que apresenta se adequa ao pretendido – pois, caso contrário, poderá ser necessário reformular ou reajustar alguns aspectos.
  2. Opte por uma apresentação sóbria. Tipos de letra fantasiosos, clipart e uso excessivo de cores são alguns dos erros mais comuns , devendo ser evitados para que o seu currículo não se destaque pelos motivos errados. Tipos de letra serifados (como a Georgia) ou não-serifados (como a Arial) melhoram a legibilidade do currículo, e passam uma imagem mais sóbria e profissional; escolha um tamanho de letra adequado à leitura (normalmente, 11 ou 12pt são suficientes) e evite a utilização abusiva de maiúsculas. Em termos de cores, pode optar por uma gama monocromática (utilizando, por exemplo, preto para destacar aspectos mais importantes e cinzento para os menos importantes) ou, caso queira utilizar cores, certifique-se que as mesmas não dificultam a leitura da informação (principalmente em ecrã) e não dão ao currículo um aspecto demasiado “folclórico” – por exemplo, a combinação de azul e amarelo torrado/laranja reforçam, respectivamente, a ideia de profissionalismo e criatividade. A fotografia no currículo é considerada opcional (excepto no caso de ser expressamente pedida) mas, caso a queira incluir, certifique-se que tem qualidade suficiente e lhe confere um aspecto profissional – evite as fotos com demasiado ruído e aquelas em que está com um ar pouco credível.
  3. Escolha as palavras-chave correctas. Destaque-as na primeira página e, de preferência, torne-as o reflexo do que o empregador procura, analisando o anúncio ou outros relacionados com a vaga em questão. Certifique-se, também, que as palavras que escolhe correspondem ao seu perfil enquanto profissional.
  4. Experiência anterior. Apresente a sua experiência profissional referindo a data de início, fim e título da função na primeira linha, seguidas de um breve descritivo das áreas principais em que trabalhou, sempre do presente para os cargos mais antigos. Tente ser específico sem ser exaustivo e, sempre que aplicável, refira os casos de sucesso na primeira pessoa, como por exemplo “fui responsável pela implementação de um novo sistema de gestão e pelo aumento de 10% na facturação mensal”. Dependendo dos anos de experiência e do que é pedido para a função, poderá não ser relevante colocar todos os cargos pelos quais passou, optando por referir os três ou quatro que considera mais importantes.
  5. Utilize listas e frases curtas. Tenha em conta o tempo despendido pela outra pessoa e facilite-lhe a tarefa de analisar o seu currículo, utilizando listas em detrimento de longos blocos de texto, para evidenciar, por exemplo, aspectos relacionados com o desempenho de uma função, e frases curtas de leitura rápida. Dispor a informação desta forma conferirá ao seu currículo um aspecto mais compacto e facilitará uma primeira leitura do mesmo, permitindo evidenciar os aspectos mais importantes e relevantes.
  6. Crie o seu modelo de apresentação. Existem diversos modelos de apresentação do currículo disponíveis, quer online quer nos processadores de texto que utilizamos. Pode optar por utilizar um modelo pré-existente e adaptá-lo, criar um novo ou ainda optar por modelos “oficiais”, como o Europass (que, pessoalmente, considero ter um aspecto demasiado impessoal e dar demasiada importância a informação nem sempre essencial). Utilizar um modelo criado por nós tem a enorme vantagem de constituir, pelo menos em aspecto, um factor extremamente diferenciador que chamará a atenção de quem o recebe; se quiser criar um modelo de currículo de raiz, recolha e analise diversas opções, dando especial atenção à estrutura que utilizam, adaptando-a para se aplicar não só ao seu percurso mas também à própria área profissional em que deseja arranjar trabalho.
  7. Redija um currículo, não um romance. Ainda há quem tenha a ideia que mais é melhor e que, no caso dos currículos, quanto maior o número de páginas, maior o grau de interesse do empregador. A realidade, porém, é completamente diferente, estando mais que provado que o número de páginas deve estar relacionado com a experiência efectiva do candidato, e não com o mero desejo de impressionar. Uma a três páginas é um número aceitável, considerando sempre que a informação mais importante deverão estar dispostas no primeiro terço da primeira página.
  8. Ortografia e gramática. Quando finalizar ou actualizar o seu currículo, reveja-o uma ou duas vezes. Se necessário, peça a alguém para fazer nova verificação. Pode parecer um pormenor mas, mesmo que o seu currículo seja brilhante, a existência de erros ortográficos ou má construção frásica podem passar a ideia que não se preocupa o suficiente para fazer a revisão do documento que está a enviar.

O currículo é um instrumento de trabalho importante para qualquer profissional, e deve reflectir o nosso percurso, em termos académicos e profissionais, estar estruturado para facilitar a análise da informação e sempre acessível para entregar ou enviar a potenciais empregadores. Muito importante e digno de nota: manter sempre o currículo actualizado, pois nunca sabemos quando chegará a altura em que mais precisaremos dele.

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